Barbatimão: Uso, Propriedades e Benefícios

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O barbatimão, também conhecido como casca-da-virgindade e barba-de-timão, é uma árvore nativa do cerrado brasileiro muito utilizada na medicina popular brasileira.

Essa planta é muito utilizada no tratamento de inúmeras condições, como dermatites, diarreia, úlceras, gonorreia, corrimento vaginal anormal, hipertensão, inflamações, infecções etc.

Atualmente, graças a muitos estudos, podemos afirmar que o barbatimão é uma planta medicinal muito eficaz no tratamento, combate e prevenção de diversas patologias. (1)

Além disso, o barbatimão possui uma poderosa ação cicatrizante que faz dessa planta uma grande aliada de pessoas com problemas de cicatrização, como diabéticos.

Hoje nós vamos conhecer um pouquinho mais sobre a potente propriedade cicatrizante do barbatimão e aprender como usar essa planta para tratar feridas.

Para conferir o que preparamos para você, basta continuar a leitura!

Compostos do barbatimão

O barbatimão possui diversos compostos que não só auxiliam no processo de cicatrização, como também promovem outros benefícios para a saúde. São eles os alcaloides, terpenos, flavonoides, esteroides e taninos (2).

Os flavonoides possuem uma grande variedade de atividade biológicas, como ações antioxidantes, anti-inflamatórias, antissépticas e até mesmo antitumorais (6).

Os alcaloides são metabólitos com ação farmacológica analgésica, antiespasmódica, anti-hipertensiva e antitumoral (7).

Os terpenos possuem uma poderosa ação bactericida, fungicida, antioxidante e fitoterápica (8).

Os taninos são compostos naturais que auxiliam no processo de cicatrização, possuem ação antifúngica, reduzem o colesterol ruim e reduzem o estresse oxidativo das células causado pelos radicais livres (9).

A ação cicatrizante do barbatimão e seus benefícios

Diversos estudos realizados com animais e humanos já foram capazes de confirmar a existência e eficácia da atividade cicatrizante do barbatimão.

Uma pesquisa de 2010 analisou os efeitos de pomadas formuladas a partir do extrato da casca do barbatimão em feridas de ratos e os resultados revelaram uma melhor cicatrização em comparação a feridas tratadas apenas com soro fisiológico (2).

Em outro estudo, uma pomada com 3% de extrato de barbatimão curou pacientes com úlceras de pressão (ferimentos comuns em pessoas com condições que limitam os movimentos) (3).

O barbatimão também evitar o surgimento de pus em feridas e induz uma melhor resposta inflamatória, o que auxilia no processo de reparação da pele (4)

Sua ação anti-inflamatória, aliada com sua ação cicatrizante, garante um processo de cicatrização bem mais rápido, com menos complicações e até mesmo com menos dores (4)(5).

O barbatimão já demonstrou uma ação antinociceptiva, capaz de reduzir a percepção da dor, o que torna os processos de cicatrização bem menos doloridos e desagradáveis.

Como usar o barbatimão em feridas?

A melhor maneira de usufruir das propriedades cicatrizantes do barbatimão é através da aplicação tópica de pomadas feitas a partir dessa planta.

Como fazer pomada de barbatimão

Você vai precisar de:

  • 1 colher de sopa de barbatimão em pó
  • 250ml de óleo de coco (ou gel de aloe vera)
  • Para transformar as folhas do barbatimão em pó, amasse-as bem com a ajuda de uma colher de pau ou pilão sem o talo.
  • Misture os ingredientes e leve ao fogo em uma panela de barro ou cerâmica por mais ou menos 2 minutos para que a mistura possa ficar homogênea
  • Depois é só coar e reservar em um pote de vidro bem vedado.

Caso você fique inseguro(a) de usar uma receita caseira ou queira evitar trabalho, a pomada de barbatimão da Farmácia Eficácia é uma ótima opção.

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E aí, o que achou desse artigo?

Você já usou o barbatimão para cicatrização de feridas ou com alguma outra finalidade?

Se sim, como foi essa experiência? Adoraríamos te ouvir aqui nos comentários!

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Fontes

  • Lima, Thaiana Cristina Dias de, et al. “Breve Revisão Etnobotânica, Fitoquímica e Farmacologia de Stryphnodendron Adstringens Utilizada Na Amazônia”. Revista Fitos, vol. 10, no 3, 2016. DOI.org (Crossref), doi:10.5935/2446-4775.20160025.
  • Coelho, Julice Medeiros, et al. “O efeito da sulfadiazina de prata, extrato de ipê-roxo e extrato de barbatimão na cicatrização de feridas cutâneas em ratos”. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, vol. 37, no 1, fevereiro de 2010, p. 045–51. org (Crossref), doi:10.1590/S0100-69912010000100010.
  • Eurides, Duvaldo, et al. “MORPHOLOGICAL AND MORPHOMETRICAL STUDIES ON TISSUE REPAIR OF MICE CUTANEOUS WOUNDS TREATED WITH BARBATIMAN AQUEOUS SOLUTION (STRYPHYNODENDRON BARBATIMAN MARTIUS)”. Revista da FZVA, 2/3 ed, 1996 de 1995, p. 30–40.
  • Lima, Thaiana Cristina Dias de, et al. “Breve Revisão Etnobotânica, Fitoquímica e Farmacologia de Stryphnodendron Adstringens Utilizada Na Amazônia”. Revista Fitos, vol. 10, no 3, 2016. DOI.org (Crossref), doi:10.5935/2446-4775.20160025.
  • Holetz, Fabíola Barbieri, et al. “Biological effects of extracts obtained from Stryphnodendron adstringens on Herpetomonas samuelpessoai”. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, vol. 100, no 4, julho de 2005, p. 397–401. DOI.org (Crossref), doi:10.1590/S0074-02762005000400010.
  • Santos-Buelga, Celestino, e Arturo San Feliciano. “Flavonoids: From Structure to Health Issues”. Molecules, vol. 22, no 3, março de 2017, p. 477. DOI.org (Crossref), doi:10.3390/molecules22030477.
  • dos Santos, Grasielle Aparecida Pereira, et al. “PROPRIEDADES BIOLÓGICAS DOS ALCALOIDES”. 2019, vol. 16, p. 460–67.
  • Bergman, Matthew E., et al. “Medically Useful Plant Terpenoids: Biosynthesis, Occurrence, and Mechanism of Action”. Molecules, vol. 24, no 21, novembro de 2019. PubMed Central, doi:10.3390/molecules24213961.
  • Ishida, K., et al. “Influence of Tannins from Stryphnodendron Adstringens on Growth and Virulence Factors of Candida Albicans”. Journal of Antimicrobial Chemotherapy, vol. 58, no 5, setembro de 2006, p. 942–49. DOI.org (Crossref), doi:10.1093/jac/dkl377.

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